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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Pastéis folhados, Receita de Massa Folhada e Castiçais feitos por você mesma (o)!


Olá! Antes de mais nada, quero agradecer às pessoas que vieram me trazer uma palavra de solidariedade, por conta do recente passamento de minha irmã, muito obrigada!


Para falar a verdade, eu não estava lá com espírito para vir atualizar as postagens do blog, apesar de este post ter sido rascunhado muito antes do relatado no post anterior. Mas foi justamente as lembranças de minha irmã - que nunca esmorecia frente às tribulações, e que tinha por lema a frase "Vamos em frente" - que me fizeram decidir pela ação.

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Gente, eu achava que já tinha publicado uma receita de massa folhada, e foi com surpresa que constatei que não! 
Então, quando fiz a massa para preparar estes pastéis, percebi que tinha que publicar a receita dela aqui no blog!

A receita de massa folhada é uma dessas que à primeira vista parece simples, mas que na verdade tem os seus segredos e exige cuidados. Geralmente esta receita só leva 3 ingredientes, farinha, água e manteiga (gordura), sendo que a farinha e a manteiga devem ter pesos iguais. No momento do preparo, no entanto, é que as pessoas se dão conta que a coisa não é tão fácil assim. 

Pois é justamente para que não restem mais dúvidas, e para que você possa tentar fazer esta massa sem medo é que me decidi por publicar esta receita!  
Várias das minhas publicações sobre culinária têm receitas de massa folhada, mas eu escolhi a do livro Great Cakes and Pastries porque é uma receita maior, que leva 450 gramas de farinha, resultando em mais de 1 quilo de massa folhada!

A primeira coisa que você tem de saber sobre a massa folhada é que ela exige um bom tempo para ser preparada, embora existam receitas 'rápidas' (que às vezes podem até quebrar um galho). Então, quando você se decidir por fazê-la, certifique-se de que terá tempo para se dedicar à empreitada. A compensação será o fato de você haver dado mais um passo nos degraus do seu conhecimento de culinária. E, claro, poder provar a sua própria massa folhada, especialmente sequinha e saborosa.

Outra dica: a menos que a sua cozinha seja refrigerada, não tente fazer a massa folhada em dias quentes.
A manteiga para massa folhada também tem que ser especialmente gorda, ou seja, com alto índice de gordura, quase 90%. Eu usei a manteiga própria para folhados, mas caso você não a encontre, use a manteiga comum (com pelo menos 85% de gordura). A manteiga e a massa têm que estar geladas, para que o resultado seja excelente.
Não segui à risca a técnica do livro, porque há indicação de, por exemplo, abrir a massa numa rigorosa extensão e tals, e eu sempre simplifico, rsrs.  

Massa Folhada
(Pâte feuilletée)

Ingredientes

450 gramas de farinha
300 ml de água fria
2 colheres de chá de sal
450 gramas de manteiga (de preferência para folhados) gelada
+ 50 gramas de farinha

Preparo

Peneire os 450 gramas de farinha sobre a superfície de trabalho (de preferência de mármore, ou o tampo de inox da pia). Junte o sal e a água - achei a água um pouquinho demais, para a farinha que eu estava usando, que era muito absorvente, portanto não a verta toda sobre a farinha - só o suficiente para fazer uma massa elástica. Não trabalhe demais a massa. Embrulhe a massa num filme plástico e leve-a à geladeira por 15 minutos.
Enquanto isso  corte a manteiga em cubos, misture-os com os 50 gramas de farinha e amasse tudo até que esta massa de manteiga fique com a mesma consistência da massa de farinha. Seja cuidadoso(a), pois a manteiga tem que continuar firme e não macia. Forme um retângulo de uns 25 cm por 27 cm com esta massa de manteiga (é melhor fazer isso colocando a massa entre dois pedaços de plástico) e leve-a para gelar por 15 minutos.
Enquanto isso, abra a massa de farinha, que estava gelando, na forma de um retângulo grande, de 36 cm por 52 cm (não abri exatamente nessas medidas, apenas cuidei para que a massa tivesse um tamanho 3 vezes maior do que o retângulo de manteiga e ainda uma borda superior e inferior). Ponha o retângulo de manteiga  bem no centro da massa aberta e cubra-o com as duas abas laterais da massa (veja a foto). 
Aperte bem as bordas de massa abaixo e acima do retângulo de manteiga, para que este fique bem fechado dentro do pacote que se formou (isso é muito importante, pois a manteiga não deve escapar do pacote quando a massa for estendida).
Abra cuidadosamente a massa em duas direções: de baixo para cima e da esquerda para a direita. Se necessário, vá polvilhando farinha (pouca) sobre a massa. Tente manter a mesma pressão durante o estendimento da massa. E cuide para que a manteiga do interior não escape para fora.
 Dobre a massa em 3, como fez anteriormente, quando a manteiga estava sobre ela. Tente manter a massa dobrada sempre da mesma forma, com as bordas retas e iguais (desta vez não deixei as bordas da minha exatamente retas e iguais, mas é preferível deixar, rsrs).
Leve a massa dobrada para gelar por 20 minutos (é melhor colocá-la antes sobre um tabuleiro ou numa forma de bordas baixas). É aconselhável  fazer com o dedo uma marquinha na massa, antes de levá-la ao refrigerador, pois este passo que você acabou de fazer deverá ser repetido pelo menos mais 3 vezes. Então, a cada vez, você faz mais uma marca com o dedo na massa (um furinho, na primeira vez, dois na segunda, etc., veja a foto): você abre a massa, dobra-a 3 vezes e a leva para gelar por 20 minutos, faz isso pelo menos 3 vezes.  Depois disso, a massa estará pronta para ser empregada. Mas você pode congelá-la e ir usando-a conforme preferir. Estando a massa congelada, deixe que ela 'durma' na geladeira, antes de empregá-la, no dia seguinte, ou descongele-a na temperatura ambiente, só até que ela fique maleável (o tempo varia porque depende da temperatura ambiente; em dias quentes é preciso ter muito cuidado com o descongelamento, ou massa ficará alterada).


da foto 3 para a 4, a massa foi estendida com o rolo, ficando com 3 vezes o tamanho original; depois foi dobrada em 3 é levada para gelar

Para fazer os pastéis você tem que abrir a massa e cortá-la em círculos (para evitar desperdícios, é preferível cortar em quadrados, retângulos ou triângulos). Use cortadores ou uma faca bem amolados. E corte a massa sem repuxá-la, para que as folhas se evidenciem. 
Use os recheios que preferir. Eu recheei os meus pastéis com frango e carne seca (aqui no blog tem várias receitas de recheios de tortas salgadas que também servem para rechear estes pastéis; de qualquer modo, é só preparar a carne ou o que for, e misturá-las com um pouco de molho branco ou mesmo com catupiry ou requeijão cremoso. Então é só colocar uma porçãozinha do recheio numa das metades do círculo e cobri-la com a outra metade (é importante não colocar recheio demais, para que as bordas dos pastéis fiquem bem seladas. Feito isso, pincele os pastéis com gema de ovo, distribua-os numa assadeira que foi previamente molhada - e escorrida! - e leve-os ao forno previamente aquecido. Bem quente (240ºC)! 

Dica; Se a massa render aparas, você deve manter as aparas frias, esticadas e não emboladas, para poder empregá-las sem alteração. No momento do emprego, estenda as aparas umas sobre as outras, e passe o rolo sobre elas. Agindo assim você mantém o aspecto folhado da massa. 


Os castiçais
 
este castiçal acima poderia ter sido feito por mim (não foi porque eu não colei a base à taça de vidro, mas fica aí a ideia!). É só escolher uma base e um pote de vidro ou algo similar, e colar um sobre o outro. 


Eu tinha dois pares de castiçais praticamente idênticos, para velas finas e altas. Então decidi transformar um deles num par de castiçais para velas largas. Na verdade, eu pedi ao meu marido para fazer isso para mim, já que ele está de férias, rsrs. Foi um trabalho simples: ele limpou os castiçais originais e os copos (de boca larga, que eu usaria como 'taças'), com álcool. Depois aplicou a cola na superfície dos castiçais e fixou os copos em cima deles (é preciso centralizá-los bem)
                                               e ... ei-los!






domingo, 30 de julho de 2017

Luto - (Atualização) - Mais uma irmã se foi, nos recordando que a vida é breve....


No último dia 27, três dias atrás, perdi mais uma irmã. Desta vez o impacto foi até maior do que o sentido há cinco anos, quando morreu a primeira das minhas irmãs. É que ignorávamos a gravidade da doença desta irmã, pois ela nos levou a acreditar que há 3 meses fora diagnosticada diabética, quando na verdade recebera o diagnóstico de portadora de Leucemia (Doença Linfoproliferativa).               
E por que ela fez isso? Só podemos concluir que ela decidiu não lutar contra a doença, poupar a si mesma e à família, das batalhas que constituem o tratamento desse mal. Porém, ainda assim, parentes acabaram por testemunhar algumas coisas anormais acontecidas a ela, como um desmaio que ela sofreu em casa de minha mãe, há cerca de vinte dias. Mas logo ficou estabelecida a explicação: o desmaio decorrera de uma queda de glicemia. 
No domingo passado, eu havia começado a almoçar, quando uma das minhas sobrinhas nos mandou uma mensagem de texto. Nela ela informava que esta minha irmã não havia conseguido levantar-se da cama e também estava confusa, parecendo não reconhecer os dois filhos (que já são adultos). 
Isso fez com que eu perdesse imediatamente o apetite, só pude pensar que ela havia sofrido um AVC, e foi com lágrimas a escorrer pelo rosto que eu repassei o recado ao meu marido.
Ela foi internada num hospital, passou uma semana praticamente sedada, e veio a falecer na tarde da última quinta feira. Nós todos estamos ainda sob o doloroso atordoamento provocado pelo ocorrido.
O lado bom, mas também doloroso, desse acontecimento, foi testemunhar o apreço e a admiração que esta minha irmã conquistou de todas as pessoas com quem conviveu. Ela era uma pessoa simples,  mãe, esposa, dona de casa e professora de crianças pequenas. Teve a particularidade de ter atravessado algumas tribulações especialmente difíceis, que ela (para admiração nossa) conseguiu superar com empenho diligente, determinação e graça. Deixou a todos uma lição de generosidade e amor, mas também de esforço e honestidade. Era protestante, por isso, um dos filhos dela usou o versículo de 2 Timóteo 4:7 (muito apropriado a ela, aliás) no anúncio do falecimento da mãe: 

"Combateu o bom combate, acabou a carreira, guardou a fé".


              Ela sempre estará em nossos corações e mentes. E a saudade já é grande! 

Atualização em 31.07.2017 - A publicação deste post gerou novas reflexões e investigações sobre a forma como se deu o passamento desta minha irmã. chegamos à conclusão de que ela, de fato, não  escolheu  não se tratar do mal que a matou porque o diagnóstico definitivo sobre a doença fatal saiu tarde demais. Até o dia do óbito os médicos que a assistiam trabalhavam com hipóteses, só confirmadas depois de a doente não ter mais a possibilidade de escolha.



sábado, 1 de julho de 2017

Biscoitos Dourados, outro trifle e as Pavlovas...novamente!



Olá, meu povo! O inverno é uma época muito propícia para se fazer iguarias assadas no forno e os biscoitos (vá lá, bolachas, neste caso, rsrs) são especialmente apreciados nessa altura, já que quase sempre se fazem acompanhar de uma bebida quente, não é verdade? Por isso mesmo eu quis testar esta receita, que é do açúcar União. Ela produz uns biscoitos simples e básicos, mas muito saborosos (nota: a calda de gemas usada para 'colorir' o biscoito é excessiva. Então você pode resolver isso de dois modos: usando a sobra dela (que é assemelhada aos ovos moles) como acompanhamento de sobremesas como bolos e sorvetes, que é o que, aliás, recomenda o site; ou fazendo apenas metade da receita). 

olhem eles aqui novamente


Biscoitos Dourados

Ingredientes
  • 2 e 1/4 xícaras (chá) farinha de trigo (247.5g)
  • 1 xícara (chá) Açúcar de confeiteiro UNIÃO GLAÇÚCAR (115g)
  • 1 colher (café) fermento em pó (2g)
  • 1 Pitada sal (1g)
  • 5 colheres (sopa) Manteigas sem sal (100g)
  • 1 ovo (60g)
  • 1 gema (20g)
  • 1 colher (chá) essência de baunilha (5ml)
  • farinha de trigo para polvilhar
  • Manteiga sem sal para untar
  • Cobertura
  • 1/2 xícara (chá) açúcar granulado UNIÃO DOÇÚCAR (95g)
  • 1/2 xícara (chá) Água (100ml)
  • 3 gemas (60g)
Modo de preparo
  • Massa
  • Peneire a farinha de trigo, o açúcar de confeiteiro UNIÃO GLAÇÚCAR, o fermento em pó e o sal.  Junte a manteiga, misturando até obter uma farofa grossa. Adicione o ovo, a gema e a essência de baunilha e amasse até obter uma massa homogênea, mas sem sovar. Embrulhe em filme plástico e reserve na geladeira por 30 minutos. Sobre uma superfície enfarinhada, abra a massa com 4 mm de espessura. Corte os biscoitos com 5 cm de diâmetro. Coloque sobre uma assadeira untada. 
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  • Cobertura
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  • Ferva o açúcar granulado UNIÃO DOÇÚCAR com a metade da água até obter uma calda em ponto de caramelo médio. Adicione a água restante fervente para afinar a calda. Retire 1 colher (sopa) desta calda e despeje em fio, sobre as gemas ligeiramente batidas (como para omelete). Pincele somente a superfície de cada biscoito com a mistura de gemas e caramelo. Asse no forno preaquecido até que a parte inferior esteja dourada.


Dias atrás eu fiz este pavê (um trifle), que era para ter ficado com as camadas perfeitamente definidas, o que não ocorreu por eu ter decidido, na última hora, acrescentar a camada de brigadeiro mole sem nenhuma alteração, que a tornasse mais firme, porque é assim que o povo daqui gosta. Porém, com o correr do tempo o brigadeiro foi se infiltrando nas outras camadas, coisa que pode até as ter deixado mais saborosas, mas  que com certeza as deixou também menos bonitas, rsrs. 


E hoje eu fiz esta Pavlova, que é o doce preferido de minha filha Bellita.


As Pavlovas já apareceram várias vezes aqui no blog, mas para fazê-las eu tenho usado sempre a mesma receita, que é esta aqui.




Bem, é só para o momento, até já! 
 
 

domingo, 25 de junho de 2017

Mesa do dia dos namorados, Curb Appeal e o que rolou nos últimos dias



Olá, minha gente! Montei esta mesa simples para o último dia dos namorados. Fiz isso bem dentro da ideia de que sendo a vida curta e cheia de tribulações, melhor é aproveitar logo as coisas boas que ela nos oferece, rsrs.


  O planejamento banal de uma mesa ocupa o pensamento da gente e nos dá a oportunidade de criar alguma beleza (sem falar na sensação agradável que produz em quem desfruta desse trabalho) sendo por tudo isso uma ação que vale a pena. 


Curb Appeal

Hoje quero falar também do 'Curb Appeal', você sabe o que é? 

São os pontos de atração que uma propriedade pode ter, quando vista da rua (e de perto também, rsrs). Sabe aquelas coisas que nos atraem num lugar, especialmente em moradias, que fazem com que a apreciemos, mesmo quando só a avistamos de longe? Pois é, é disso que estamos falando. O acréscimo de curb appeal pode ser feito  de diversas formas,  e é bem comum que ele seja obtido através de paisagismos, pinturas, detalhes decorativos, feitos na entrada da casa, etc. Eu garimpei no Pinterest estas três imagens para dar a vocês (que nunca ouviram falar do assunto) uma ideia do que se trata:


 Eu quero dar um 'up' no curb appeal da entradinha de minha casa, que por enquanto está assim:
dos dois lados da porta de entrada eu coloquei arandelas (iguais, obviamente) e vasos com buxinho, como este que se vê na foto. Também pendurei plantinha com flores, que no momento são tulipas, mas que já foi outra (foto abaixo).
 Todavia, a minha porta (uma pivotante) é que tem freado o meu ímpeto de mudar mais este local. É que ela é de vidro, que mesmo fosco, permite a passagem de muita luz em nosso hall de entrada. Quero trocar esta porta por uma mais graciosa, talvez com ares coloniais, mas que também permita a passagem da luz, e uma assim tem sido difícil de achar, rsrs.



No mais, nos últimos dias, justamente no dia dos namorados, fiz algumas comidas juninas (coisas como canjica, o delicioso bolo de paçoquinha, muxá e outros pratos) para receber parentes:

bolo de paçoquinha, receita aqui.

   canjica, receita aqui e muxá aqui.

Também li e trabalhei muito, mas esse assunto vai ficar para o próximo post, até breve, rsrs.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Receitas Juninas




Olá, pessoal! Junho já está aí, com as suas deliciosas festas caipiras, né? Pensando nisso me lembrei das muitas receitas da época que já postei aqui. Inclusive, comecei a preparar algumas das iguarias típicas - como o bolo da foto aí em cima (que é o mesmo da fatia abaixo). Isso me fez ver que é oportuno publicar alguns links aqui, porque a gente meio que esquece certas receitas no restante do ano, apesar de elas fazerem bonito em qualquer época. 

 
   Este bolo de milho, milharina e coco, de liquidificador, é fácil de fazer e delicioso (e ainda tem a vantagem de não levar glúten). Publiquei a receita dele aqui, em 2009.

 Há outros bolos de milho/fubá, aqui no blog, inclusive este, que foi coberto com curau.


E tem muito mais:

                                                                  Canjica

 
Muxá
 que é tipo um bolo de canjiquinha (sem forno!) muito úmido e saboroso



E ainda quentão, docinhos diversos etc. 

Bem, é só para o momento. Em breve estarei de volta! 




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